Mau tempo: Abrantes cancela Feira de S. Matias

A Câmara de Abrantes cancelou a edição deste ano da Feira de S. Matias, prevista para o Aquapolis Sul entre fevereiro e março, devido aos danos provocados pelo mau tempo e pelas cheias no espaço público ribeirinho.

Executive Digest com Lusa
Fevereiro 9, 2026
19:58

A Câmara de Abrantes cancelou a edição deste ano da Feira de S. Matias, prevista para o Aquapolis Sul entre fevereiro e março, devido aos danos provocados pelo mau tempo e pelas cheias no espaço público ribeirinho.


“O município entende que não estão reunidas as condições para a realização da feira, não só pelo elevado grau de destruição do espaço público, mas também por questões de gestão e segurança”, lê-se no comunicado.


A feira estava anunciada para decorrer entre 27 de fevereiro e 15 de março, em Rossio ao Sul do Tejo, junto ao Aquapolis Sul, zona fortemente afetada pelas cheias e que ficou totalmente submersa nos últimos dias.


“É tempo de união, de limpeza, de reparações e de fazer tudo para que se regresse à normalidade. A Feira de S. Matias regressa em 2027”, acrescenta a autarquia, no distrito de Santarém.


Com origens no século XIII, a feira é uma das mais antigas tradições do concelho, reunindo anualmente carrosséis e outras diversões, jogos eletrónicos, bancas de quinquilharia, exposição de viaturas e alfaias agrícolas, bares e rulotes de farturas, pipocas e algodão doce.


O evento é considerado um dos ‘ex-líbris’ culturais de Abrantes e um importante fator de atração e dinamização local, contando habitualmente com um programa complementar cultural, empresarial e de animação.


Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.


A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.


As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.


O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.


O Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo mantém-se em alerta vermelho, numa altura em que mais de uma centena de vias no distrito de Santarém continuam condicionadas ou submersas devido às cheias e à precipitação persistente.

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